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ABRINDO O VÉU DO PASSADO

É muito comum as pessoas ficarem pensando no porquê de se abrir o véu do passado numa regressão. Muitos tem medo, crenças limitantes, desconhecimento de causa, mas poucos sabem das maravilhas que acontecem quando se desata os nós do inconsciente. A vida muda, transforma-se para melhor. Então vou ajudá-los, em cada texto que redigir aqui nesse espaço, a conhecer mais um pouco sobre essa fabulosa técnica terapêutica: a Terapia de Vidas Passadas (TVP).

Muitos de nossos medos atuais, traumas, fobias, comportamentos inadequados, dificuldades de relacionamento, estão intimamente ligados ao nosso passado, seja ele nessa, ou em outras vidas. A TVP é uma abordagem terapêutica desvinculada de qualquer religião, portanto de livre pensamento e ação, que tem como verdade principal a teoria da reencarnação do espírito, na busca da própria evolução. Nessa viagem fantástica da alma, passamos por diversas provas, tentações, erros e acertos. Aprendemos pelo amor, pela dor e vamos seguindo a caminhada, entre altos e baixos. Mas chega um ponto em que podemos emperrar em algo, ou algumas situações tornam-se muito difíceis, repetitivas e parecem não ter fim. Aí é que entra a TVP.

A TVP também acredita que muitos de nossos problemas atuais, mesmo tendo supostamente seu início na tenra infância, já são repetições de traumas vividos pela alma em outras vidas. Um exemplo claro disso é o adulto que não fala com o pai por ter apanhado de cinta na infância, ao mesmo tempo em que isso foi encarado com naturalidade por outro indivíduo que também apanhou de cinta. Pode ser que no primeiro caso o fato de apanhar de cinta tenha despertado memórias de uma vida em que ele foi escravo, potencializando a revolta e o ódio. Muitas vezes nossa revolta é injustificada e exagerada. Ativistas de causas “perdidas” são exemplos claros disso.

Ao acessarmos conteúdos do nosso inconsciente, podemos trazer à tona a solução de nossas dificuldades do presente, pois todos os recursos estão dentro de nós mesmos e a TVP pode abrir nossos olhos para acessá-los, resignificá-los e assim vivermos uma vida muito mais equilibrada.

Estou a sua disposição,

Luiz Eduardo Xavier
(41) 3022-4814
www.institutoarmstrong.com.br

TVP – TERAPIA DE VIDAS PASSADAS

Muitos me perguntam o que vem a ser a Terapia de Vidas Passadas e como funciona. Outros, incrédulos, ironizam, e de acordo com suas crenças, são taxativos em afirmar que não existem vidas passadas. Morreu, acabou. Ou, para outros, haverá o dia em que Jesus Cristo retornará a Terra, resgatará os bons para o céu e os maus para o inferno. Fora o caráter religioso do polêmico tema, os que não acreditam em vidas passadas se baseiam em informações da comunidade “científica” oficial. Esta comunidade continua se negando em acreditar senão naquilo que a realidade material lhes apresenta, isto é, somente naquilo que é visível aos olhos físicos. Por outro lado, e lamentavelmente, os que acreditam na imortalidade da alma correm o risco de serem considerados loucos pelos mais radicais, já que aos materialistas seria loucura toda a manifestação que não esteja em conformidade com os chamados “padrões de normalidade”. Sabemos que muitos que expressaram suas idéias pela primeira vez foram considerados insanos, e, muitas vezes, foram alvo de chacotas. Mas há que se pensar que se não fosse a coragem de alguém de considerar a possibilidade de o homem um dia poder voar, talvez não tivéssemos os aviões de hoje.

É melhor deixar claro que os terapeutas do Túnel do Tempo respeitam todas as opiniões, sejam prós ou contra a reencarnação, pois nesta questão em particular não existem conceitos certos ou errados, dependendo exclusivamente do ponto de vista de cada pessoa.  Mas quase sempre ouço dos céticos a afirmação de que “não existe prova científica da reencarnação”. Costumo responder, sem maiores delongas, que “também não existe uma prova científica da não reencarnação”. Então, continuamos empatados.

Por outro lado, pouco importa a discussão sobre se a alma morre com o falecimento físico da pessoa ou se ela sobrevive a essa transição chamada “morte”.  Na Terapia de Vidas Passadas, na verdade, o que interessa de fato são os resultados. E a nossa experiência tem demonstrado que o sucesso do tratamento beneficia muitas vezes tanto aqueles que acreditam quanto os que duvidam da imortalidade da alma ou da existência de outras vidas. Para nós, portanto, isto é o que realmente interessa, o bem estar daqueles que nos procuram e que não raras as vezes já passaram pelas mãos de conceituados e dedicados representantes da medicina convencional sem nenhuma melhora em seus sintomas.

Sem querer muito polemizar, vale deixar consignado que há pessoas que conseguem lembrar suas vidas passadas da mesma forma como nós lembramos nossas experiências da infância ou juventude. Personagens importantes da história tinham conhecimento de vidas passadas, tais como Pitágoras, que se recordava de dez vidas, e Goethe, que se lembrava de uma vida na Roma antiga, na época do imperador Adriano. Para alguns a lembrança era tão vívida e “presente” que eles escreveram a respeito, detalhadamente, sobretudo a inglesa Joan Grant, que conseguia se lembrar de quarenta vidas anteriores, das quais viveu três no Egito Antigo. Suas memórias são tão preciosas que até egiptólogos e arqueólogos às vezes pedem  a ela, que nunca estudou no Egito, informações a respeito da escrita, da pronúncia, dos símbolos, dos costumes e da religião dessa cultura antiga. A indiana Shanti Devi, quando moça foi levada à cidade distante na qual afirmava ter vivido antigamente. Chegando lá, descreveu não só as mudanças que aconteceram no local durante o período em que estivera ausente, como também mencionou o nome e as características pessoais de seus antigos parentes.

O pesquisador Ian Stevenson, dos Estados Unidos, conseguiu provar que as marcas de nascimento de um menino turco estavam exatamente nos mesmos lugares das que estavam no corpo de um criminoso que havia morrido em consequência de ferimentos provocados por tiros. O menino havia declarado que fora esse criminoso numa vida passada.

Também é interessante a história do menino Ian Hagedorn, de 5 anos, que afirma categoricamente que é a reencarnação de seu avô, um policial morto a tiros durante um assalto.  Impressionou-me bastante a reportagem com ele feita e que voce poderá assistir abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=_1843VxTLjo&feature=player_embedded

Muitas pessoas em regressão fazem declarações detalhadas em transe – por exemplo, a quantos metros de distância de uma torre se encontrava um poço hoje fechado. Algumas dessas indicações puderam ser examinadas e confirmadas também em casos em que se podia descartar a possibilidade de a pessoa ter qualquer conhecimento factual ou ligação telepática com algum tipo de conhecimento.

Famoso ficou o caso de uma americana a respeito de sua vida anterior na Irlanda como Birdy Murphy. As afirmações dela, em transe, puderam ser quase totalmente confirmadas em detalhes por um repórter. Enfim, vários são os casos que principalmente fora do Brasil são estudados por pesquisadores, com resultados animadores no sentido de confirmar a reencarnação.

Quando eu ainda me dedicava aos estudos da bíblia tive a grata satisfação de ler na obra de Brian Weiss, médico psiquiatra americano, uma informação preciosa. Ele citou na sua obra “A cura através da Terapia de Vidas Passadas” que antigas referências à reencarnação no Novo Testamento foram apagadas no século IV pelo imperador Constantino, quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Impérito Romano. Aparentemente, o imperador sentira que o conceito de reencarnação ameaçava a estabilidade do impérito. Cidadãos que acreditavam em outra chance de viver poderiam se tornar menos obedientes e submissos à lei do que os que acreditavam num único Juízo Final para todos. No século VI, o Segundo Concílio de Constantinopla apoiou a lei de Constantino ao fazer oficialmente da reencarnação uma heresia. Tal como Constantino, a Igreja temia que a idéia de vidas anteriores enfraquecesse e solapasse seu poder crescente por proporcionar a seus seguidores um tempo maior em busca da salvação. Concordavam que a chibata do Juízo Final era necessária para garantir atitudes e comportamentos “adequados”. Ao meu sentir, sob temor e coação seria mais fácil e mais farta a arrecadação e a cobrança de dízimos e outros favores, inclusive sexuais, à custa de espalhar o medo do inferno.  Muitos cristãos foram severamente castigados ao defenderem publicamente sua crença na reencarnação. Outros foram mortos nas fogueiras “santas” da inquisição, uma página negra da história do cristianismo que todos nós recordamos com amargura e tristeza.

Aos que se interessarem pelo assunto gostaria de sugerir que assistam o filme MINHA VIDA NA OUTRA VIDA, que relata a história baseada em fatos reais da inglesa Jenny Cockell, que sonhava e experimentava flashbacks de uma vida em outro lugar. Ao longo dos anos ela reuniu uma grande quantidade de material sobre o assunto. Por fim, convencida de que fora uma mãe tragicamente separada dos filhos por morte prematura, com terríveis conseqüencias para as crianças, decidiu reencontrá-los. Prefiro não contar o resto do filme, mas já o assisti quatro vezes e confesso que em todas elas chorei, ficando inclinado a me convencer de que efetivamente a alma não morre e que a reencarnação é uma realidade inquestionável.

Este site pretende suscitar o debate saudável sobre o tema,  sempre com o maior respeito a quaisquer seitas, filosofias ou religiões, de modo a possibilitar ao leitor internauta, ao final, conseguir fazer um juízo sobre “suas” próprias provas ou “verdades”.

Fui batizado na Igreja Católica, mas como a doutrina do Vaticano não trouxe respostas às minhas dúvidas peregrinei por quase todas as religiões, freqüentando cultos evangélicos, reuniões espíritas e até budistas, com poucas passagens por terreiros de umbanda ou candomblé. Nada do que vi foi suficiente para  esclarecer minhas dúvidas. Também pude perceber claramente que algumas religiões usam o nome de Jesus Cristo unicamente para o enriquecimento ilícito e imoral de seus líderes, o que me fez afastar definitivamente delas.  Hoje me considero um homem sem religião, mas com muita religiosidade, o que é diferente. Creio em Deus, e sou Cristão. Passei a me dedicar com real interesse ao estudo das terapias complementares e outros fenômenos delas resultantes como forma de obter respostas sobre questões ancestrais:  quem somos, de onde viemos e para onde vamos?

Em outros tempos o uso imoral do nome de Deus em algumas religiões me causava raiva, e esta, como energia criada por este sentimento inferior me atacava o organismo como um veneno, provocando gastrites e problemas intestinais. Estou feliz sem freqüentar nenhuma igreja ou templo. Respeito opiniões contrárias às minhas, ciente de que cada qual tem o livre arbítrio para professar a sua fé, o seu credo.

Fora do Brasil a TVP é difundida e pesquisada até nas Universidades mais conceituadas. Aqui ainda estamos engatinhando nesta ciência, embora de uns tempos para cá, felizmente, a grande mídia nacional já esteja dando mostras de relativo interesse pelo tema.

Todavia, em nome de minha consciência vejo-me compelido a fazer um alerta aos nossos amigos e amigas  que diariamente acessam este site. Pesquisem muito antes de consultarem terapeutas de vidas passadas. Saibam quem eles são, qual a formação que possuem, peçam referências, e, sobretudo, não se deixem ser vítimas de pessoas inescrupulosas e de moral duvidosa que poderão lhe oferecer um tratamento “milagroso” e rápido como a velocidade da luz para, ao final, se locupletarem indevidamente de  dinheiro ou outros bens. Duvidem daqueles que lhes prometem a  imediata cura do câncer ou da AIDS. Isto é muito sério, e me soa criminoso. Não existe  varinha mágica em TVP, e não será em uma ou duas sessões que problemas acumulados durante uma vida toda serão resolvidos. É importante saber que a duração do tratamento depende de causas externas ao terapeuta, que durante a terapia é apenas um orientador, um condutor do cliente na viagem astral, acompanhando-o mentalmente. Costumo dizer que quando se trabalha com regressão de memória a maçaneta da porta está localizada somente no lado de dentro da sala onde o cliente está. O terapeuta baterá na porta, mas quem a abrirá ou não será o próprio cliente, e isto dependerá de vários fatores, tais quais a sua sensibilidade, a sua motivação ao procedimento e, sobretudo, sua própria capacidade de projetar a mente consciente em outro lugar (dissociação), enquanto a mente inconsciente localizada no hemisfério direito se deixa navegar em busca dos registros ali existentes.

Quanto ao número de sessões necessárias, como já disse, depende de cada caso individualmente a ser analisado, sendo bastante antiético ao terapeuta fixar um número “x” de sessões. Parta sempre do seguinte princípio: de quantas sessões você necessitaria para relatar fatos ocorridos apenas na vida atual? Três, quatro, cinco sessões? Multiplique isto pelo número de vidas que você eventualmente já possa ter vivido. Aí avalie se efetivamente terá motivação para iniciar o tratamento e ir até o fim, pois alguns casos de insucesso se devem justamente à falta de perseverança do próprio cliente. Ressalte-se que em um caso ou outro é possível, em poucas sessões, se identificar a origem traumática dos problemas, as lembranças reprimidas e a carga emocional a elas associadas, mas isto não é a regra. Nossa norma de conduta, então, é a de logo no primeiro encontro do Terapeuta com o paciente alertá-lo de que poderão ter um longo trabalho pela frente, cabendo a ele decidir se prossegue ou desiste.

Feitas estas considerações, vou passar agora a enfocar o tema terapia de vidas passadas em forma de perguntas e respostas. Muitas das delas foram extraídas de obras de autores famosos como Judy Hall, Florence Wagner McClain, Raymond A. Moody, Brian Weiss, e pesquisadores brasileiros dos quais destaco a fantástica Célia Resende, autora do livro Terapia de Vidas Passadas – Uma viagem no tempo para desatar os nós do inconsciente, da Editora Nova Era, o médico e escritor gaúcho Mauro Kwitko, e o médico psiquiatra e ex-professor da USP, Dr. Livio Tulio Pincherle, que me encantou com a obra Terapia de Vida Passada – Uma abordagem profunda do inconsciente, pela Summus Editorial. Outras foram extraídas das nossas próprias experiências como Terapeutas durante as inúmeras sessões já realizadas desde que há alguns anos decidimos nos dedicar ao estudo da Terapia de Vidas Passadas e outras complementares.

De qualquer forma, estamos à disposição para dirimir eventuais dúvidas existentes através do nosso e-mail.

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O QUE É TERAPIA DE VIDAS PASSADAS?

É uma terapia holística, ou seja, atua sobre o corpo, a mente, as emoções e o espírito da pessoa. Esta terapia tem a finalidade de transportar você para um período anterior ao seu nascimento, faz com que você regrida a outra vida, para relacionar dificuldades pelas quais você possa estar passando no presente. O motivo para procurar a terapia de vidas passadas é melhorar sua vida nesta de agora. Com muita freqüência, num momento traumático do passado, uma parte de nossa consciência (parte de nosso eu global) se separa e permanece “emburrada”. As causas da vida passada podem se manifestar no presente como uma fobia, alergia, uma doença crônica ou uma deficiência física, um vício, um distúrbio mental, incapacidade de se relacionar, uma atração ou repulsa inexplicável em relação a alguém, pesadelos repetidos ou uma simples sensação de desconforto.

O QUE A TERAPIA DE VIDAS PASSADAS PODE PROPORCIONAR?

Ela pode ser útil em vários níveis: fobias, medos irracionais, problemas de saúde, eliminar o medo da morte, explicar disfunções de alimentação, distúrbios familiares, vícios, distúrbios sexuais, problemas do casamento e de relacionamento. Ela conserta modelos negativos, encontrando os motivos para as dificuldades na vida atual e pondo em ação uma mudança positiva, na medida em que revela os motivos de sua encarnação e elimina eventuais culpas e ansiedades.

É SUFICIENTE APENAS REVIVER VIDAS PASSADAS?

Reviver uma vida raramente basta para satisfazer objetivos mais sérios. A maior parte do trabalho terapêutico compreende liberar algo que ficou bloqueado no passado, o fardo que foi transportado para a vida atual, que precisa ser eliminado através do esclarecimento para dar lugar a um novo tipo de resposta. A causa original pode ser emocional, física ou mental, mas ficará marcada como uma cicatriz na vida atual e poderá se manifestar como alguma forma de doença ou outro tipo de mal-estar, não necessariamente físico. A TVP busca resolver a causa, curando, assim, a doença. Convém esclarecer que os Terapeutas do Túnel do Tempo não praticam a regressão a vidas passadas apenas para satisfazer a curiosidade de pessoas que querem saber o que foram. Na verdade, o que foram no passado pouco importa – se reis, rainhas ou escravos, homem ou mulher, vítimas ou algozes – mas sim, o que têm que fazer na vida atual para se tornarem seres humanos melhores.

EXISTE DIFERENÇA ENTRE REVIVER VIDAS PASSADAS E FAZER A TERAPIA DE VIDAS PASSADAS?

Certamente. Retomar uma vida passada é assunto para a curiosidade. A abordagem tendo em vista esclarecer “quem eu fui” não é terapêutica. Raramente faz uma diferença importante em relação à sua vida atual nem traz uma mudança permanente. A abordagem terapêutica, contudo, põe às claras os motivos por trás de seu comportamento ou dificuldades atuais e mudam o quadro. Ela amplia sua compreensão a respeito de si mesmo. A TVP na grande maioria das vezes pode significar cura, pois depois da terapia sua vida ou sua saúde tendem a melhorar, muitas vezes de uma forma surpreendente. Mas, como já foi dito anteriormente, nada é MILAGROSO. A motivação do cliente, sua persistência, a mudança de hábitos, são fatores fundamentais para o bom resultado da terapia.

A PESSOA PERDE O CONTROLE DO PROCESSO?

Tudo vai depender do método empregado e do seu terapeuta. No Túnel do Tempo os terapeutas regressivos não centralizam tudo em si mesmos, mas sim, procuram centrar o processo mais no cliente, o que permite a este seguir seu próprio ritmo e fazer tudo a seu jeito (com a ajuda ou sob a orientação do terapeuta, quando necessário). Você se recordará de tudo, terá domínio sobre seu corpo e suas emoções, e em hipótese alguma correrá qualquer risco contra a sua integridade física ou moral.

OUTRAS PESSOAS PODEM “VER” MINHAS VIDAS PASSADAS?

Embora existam opiniões em contrário, inclusive a consagrada Judy Hall, que afirma que alguns médiuns (sérios, logicamente)  e xamãs conseguem este “acesso”, defendemos a opinião de que isto não é possível. Não raras as vezes isto pode possibilitar que “terapeutas” espertalhões arranquem dinheiro dos incautos, “revivendo” vidas de outrem. Oras, se os registros das informações sobre vivências passadas (Registro Akáschico) encontram-se localizados no hemisfério direito de cada um de nós, em cada célula, em cada átomo do nosso corpo, como uma terceira pessoa poderia acessá-los? Recentemente tive notícias de uma pessoa que procurou um “terapeuta” regressivo, tendo em vista de que se encontrava muito depressiva. Ocorre que tal pessoa não conseguiu entrar em transe hipnótico e nem se relaxar o suficiente para possibilitar o acesso aos registros do inconsciente. Todavia, ao invés de insistir,  repetindo a experiência em outro dia, fazendo outras sessões – já que é possível que o cliente não entre em regressão logo na primeira vez, embora a maioria consiga entrar – o “terapeuta” mais que rapidamente levou a mão à sua própria testa, mudou a sua voz,  e começou a descrever uma “vida passada” daquela pessoa em plena Revolução Francesa. Há que se ter muita cautela na escolha do seu terapeuta, pois charlatões apenas interessados no vil metal existem em todas as profissões, e sabem muito bem tirar proveito da condição de fragilidade emocional de seus clientes. Os terapeutas do Túnel do Tempo preferem ajudar seus clientes a passarem pelo processo da regressão por si mesmos, uma vez que acreditam que cada um deve ser o responsável por sua cura.

QUEM PASSA PELA TVP REVELA SEGREDOS AO TERAPEUTA?

Não necessariamente. Como o cliente permanece o tempo todo absolutamente consciente de tudo o que se passa ao seu redor, ele poderá optar entre relatar ao Terapeuta o que “vê”, sente ou percebe, ou permanecer em silêncio. Recomendamos que o cliente compartilhe conosco seus sentimentos, mesmo porque através deles saberemos se estamos ou não no caminho certo. No mais, existe uma primeira entrevista, que chamamos de anamnese, onde inúmeras questões são levantadas, sendo recomendável ao cliente que não se omita sobre fatos, emoções ou sentimentos. Neste tipo de terapia só há bons resultados quando existe uma relação de absoluta confiança entre o Terapeuta e o paciente, e deste para com aquele (aquilo que os hipnólogos chamam de rapport). Por isto volto a insistir: investigue a vida daquele que você pretende contratar para ser o seu terapeuta,  verificando sua formação, sua idoneidade moral e capacidade técnica, a fim de não “comprar gato por lebre”.

TODAS AS PESSOAS TEM A CAPACIDADE DE REGREDIR?

Algumas pessoas tem dificuldade de se entregar. São as pessoas muito mentais, comandadas pelo seu intelecto, ou as autoritárias, acostumadas a mandar e não a obedecer. Outras pessoas estão tão obsediadas que não conseguem receber este benefício. Outras não tem o merecimento espiritual de poder se curar de algo que as incomoda, ainda têm de sofrer mais para “cair a ficha” de que devem promover uma mudança em si, em suas atitudes perante a vida, perante seus familiares e perante a sociedade. Alguns seres humanos aprendem com o amor, outros com a dor. Então, para simplificar, chegará o dia em que a pessoa que não conseguiu regredir em alguma época assim conseguir em outra.

O QUE VEM A SER BLOQUEIO ?

Tanto o bloqueio como a resistência, que falaremos a seguir, são atitudes psíquicas que surgem durante um trabalho regressivo, dificultando a penetração em cenas-chave ligadas às queixas do paciente/cliente. O bloqueio é uma pseudobarreira que parece impedir a revisualização de um determinado fato ou um conjunto de situações, e não somente rever, como também sentir algo que aconteceu numa situação passada em tempos mais ou menos remotos. Um exemplo freqüente é o caso do paciente que, instado a “rever” uma situação qualquer, responde: “Não vejo nada”.  Isto sifnifica que o inconsciente bloqueia a tomada de consciência porque certamente há muito tempo ele construiu uma muralha de defesa amnésica, ou então existiu outrora uma dificuldade real que o impedir de ver aquilo que estava acontecendo (cegueira, por exemplo). Mauro Kwitko defende que às vezes o paciente está sontonizado no caixão onde seu corpo foi colocado após morrer em uma vida passada, e só depois de muito tempo o espírito conseguiu ser retirado pelos irmãos espirituais (nestes casos, quase sempre a pessoa, no presente, tem fobia de lugares fechados, medo de escuro, medo de morrer).

O QUE É RESISTÊNCIA?

É a recusa por parte do paciente/cliente de permitir que ocorra a ligação entre o presente e o passado (quase sempre inconscientemente). Resulta do modo de enfrenter uma situação que causou grave sofrimento em outras épocas ou vidas anteriores, e que o paciente quer então evitar. Uma pessoa pode não querer ver que uma determinada atitude é infantil porque, sob certo ponto de vista, por meio dela frenqüentemente conseguiu atenções que julga que não obteria se agisse de outra forma, o que eu, particularmente, chamo de “ganhos secundários). Esse tipo de atitude pórem traz uma série de desconfortos psíquicos ou físicos, mas que ele próprio é incapaz de ligar a maneiras de ser, pensamentos ou comportamentos inadequados. Em ocasiões de grande resistência, principalmente perante somatizações, é possível que o cliente não queira rever situações de grande violência, em que foi submetido a tortura prolongada ou estupro. No início o mês de março atendi uma pessoa que resistiu durante várias sessões, até que se lembrou de ter sido queimada como bruxa na época das inquisições. Foram sessões dolorosas tanto para a cliente quanto para o Terapeuta, mas após reviver as cenas traumáticas a paciente informou ter conseguido um avanço significativo na melhora de suas queixas.

A REGRESSÃO PODERIA SER UMA ALUCINAÇÃO OU FANTASIA?

Particularmente, respeitando opiniões contrárias, acho que não.  Algumas pessoas criticam, dão opiniões sem estudar a fundo a questão, falam mal, dizem que é coisa do diabo (normalmente pessoas com a cabeça feita por algumas religiões ocidentais), porém nunca se submeteram a uma regressão, ou, se alguma vez tentaram pode não ter dado certo por algum motivo. E há também aqueles que não gostaram da regressão por terem vevivido situações pesadas, dolorosas, traumáticas, e isto deve ser respeitado. Mas a maioria dos que passaram pela regressão livraram-se de vários sintomas, melhoraram sua qualidade de vida e são pessoas mais felizes. Se isto for alucinação, tudo bem.

RELEMBRAR UM EVENTO TRAUMATIZANTE NÃO PODE PIORAR AS COISAS?

Mauro Kwitiko, tantas vezes já citado, assim responde: Ruim mesmo é ter de conviver com sintomas e doenças por anos, décadas, que a regressão pode ajudar a resolver. O que a PsicoterapiaReencarcionista proporciona é nos colocar diante de nós mesmos. Assim, o que se vê na regressão já está presente em nossas vidas. Além disso, a mente tem mecanismos naturais que protegem o paciente daquilo que poderia trazer-lhe prejuízos, além de contar com a proteção do Guia Espiritual (que eu chamo de Anjo da Guarda). Depois, a melhor maneira de vencer um inimigo é conhecê-lo. Quando os traumas do passado estão prejudicando o andamento da vida ou provocando dores e doenças, o melhor é trazê-los à consciência para enfrentá-los e tentar chegar à liberdade para obter uma melhor qualidade de vida.

HÁ PERIGOS NUMA REGRESSÃO?

Atravessar uma rua movimentada numa grande cidade oferece perigo. Tomar remédios alopáticos também. Conheço uma moça que morreu na cadeira do dentista depois de sofrer um choque anafilático causado pela anestesia. Corremos riscos em várias situações da vida. O erro médico é uma realidade inegável, e nossas frutas e hortaliças estão carregadas de agrotóxicos que abreviam nosso tempo na presente dimensão, nos levando à morte física. A TVP, como sempre digo, deve ser conduzida por um terapeuta competente e ético, que saiba resgatar o material submersso no inconsciente e tratá-lo adequadamente com risco perto de zero.

HÁ CONTRA-INDICAÇÃO NA TERAPIA DE REGRESSÃO?

Há sim. Particularmente eu somente atendo portadores de transtorno bipolar se estiverem sendo assistidos por médicos psiquiatras e devidamente estabilizadas com os remédios próprios para cada caso. Também não atendo cardíacos, mulheres em gestação, pessoas hipertensas sem controle medicamentoso ou aquelas que tiveram algum tipo de AVC. Pessoas muito idosas ou crianças e adolescentes com menos de 15 anos não acho recomendável a regressão, nada obstando, no entanto, que com elas se utilize a hipnose, o que, por sinal, é até recomendável. Psicóticos, esquizofrênicos ou esquizo-afetivos, na forma grave, até onde sei não devem regredir a vidas passadas.

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Claro que estas perguntas e respostas não esgotam o tema. São brevíssimos esclarecimentos sobre uma técnica criada por volta do ano de 1977 por Morris Netherton com o nome de “past life therapy” e que foi difundida posteriormente ao mundo todo pelo inteligente psiquiatra americano Brian Weiss.

Fonte: www.cienciasholisticas.com.br