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Linguagem das Emoções.
Por Páulo Sámtos - Terapeuta cognitivo comportamental
Hoje estamos vivendo num mundo cada vez mais acelerado em termos de informações. Somos bombardeados (literalmente) por avalanches de informações diariamente, ditando regras, normas e leis de como devemos nos conduzir na vida. Vemos propaganda de como deve ser o nosso corpo e como adquirir um corpo perfeito; de como nos vestir, de como nos alimentar, etc., etc., etc., ou seja, devemos fazer e ser o que os outros querem que sejamos e façamos, menos ser nós mesmos.
Tudo isso gera transtornos e conflitos internos, que se exteriorizam, causando um dano maior em nossos relacionamentos com os outro e conosco mesmo.
Em toda a História o Homem busca a todo custo a FELICIDADE.
O que é felicidade?
Seria ter um bom emprego? Um carro do ano da melhor marca e modelo? Uma boa conta bancária? Uma Família funcional? Etc., então por que o homem está cada vez mais isolado, deprimido, triste?
Seria um estado emocional estável?
Vejo que quando nos emocionamos, sentimos justificadamente ou por engano, que algum estímulo afetou o nosso bem estar, ou para melhor ou para pior, ou ainda algo que está acontecendo ou está prestes acontecer. Isto envolve cognição, pensamento que fazemos a respeito de algo.
Emocionar-se é inerente do ser humano, pois faz parte do nosso ser no mundo.
A emoção só acontece por que houve um pensamento antes a respeito de algum estímulo. Sendo na maioria das vezes muito fugaz, que não percebemos, por estar no automático, o que os estudiosos desta área do conhecimento o denominaram de Pensamento Automático (PA), só damos conta do nosso comportamento e suas conseqüências.
A boa noticia a respeito dos PA., é que podemos tornar-nos conscientes dos mesmos e escolher como nos comportarmos de maneira saudável.
Hoje pode-se falar sobre TCC (Terapia Cognitivo Comportamental), que está ganhado força na resolução de problemas.
Quem na sua rotina diária, dirigindo seu carro, não foi fechado por outro veículo? Que pensamentos teve no momento? Ou será que reagiu de imediato? Creio que a segunda opção foi a mais usada.
Como você se percebeu fisicamente ao reagir?
Para entender o que quero dizer. Eu pergunto já alguém se percebeu neste exato momento da reação? Já viu alguém deprimido para descrever sua aparência facial e física? É como você se olhasse no espelho para visualizar seu rosto no memento da reação. Entendeu? Eureca!?
Sua linguagem não verbal é enfoque deste pequeno texto.
O corpo demonstra as nossas emoções, mesmo que tentemos escondê-las, e jamais em tempo algum o corpo consegui mentir.
Mesmo que não verbalizemos nada, a linguagem não verbal nos diz que precisamos saber. Só com a prática aprendemos a ouvir o corpo e a ver o corpo.
A linguagem das emoções envolve a linguagem verbal e a não verbal.
A linguagem não verbal, já sabemos que o corpo demonstra.
A linguagem verbal, também contribui para entendermos como o outro está, mesmo que não estejamos vendo.
Para ilustrar isso, vou relatar um caso de um colega médico e peço antecipadamente sua autorização para publicá-la. (EKMAN, P. 2011).
Por mais que tentemos disfarçar a emoção não conseguimos, pois a linguagem não verbal não é mentirosa.
"Mary (pseudônimo) era uma mulher de 40 anos que havia tentado suicídio por três vezes antes de ser internada. O Dr. Ekman ao assistir ao filme que fora realizado no período intermediário de sua internação, não percebeu que ela estava mentindo sobre suas emoções; pois a mesma sorria muito, falava com otimismo e parecia animada fazendo crer que estava bem.
Porém ao examinar o filme detalhadamente em câmera lenta e até quadro a quadro, num trabalho exaustivo para colher informações, o que valeu a pena.
Em um ponto da entrevista, o médico perguntou a Mary acerca dos seus planos para o futuro. Em uma pequena pausa antes de responder, percebeu-se um aspecto de intensa angústia tomar conta da face de Mary; Esse aspecto foi tão fugaz e rapidamente disfarçado por um sorriso. No quadro congelado a emoção de Mary ficou clara.
A estas expressões o Dr. Ekman e seu colaborador a denominaram de microexpressões, que são movimentos faciais muito rápidos, e perceberam que ocasionavam escapamento não verbal dos verdadeiros sentimentos. Outros estudiosos já haviam detectado estas microexpressões e afirmaram que não são visíveis em tempo real, porém se sabemos o que estamos procurando em uma entrevista, a identificamos, mas isso só com a pratica torna-se mais fácil detectá-las. Estas microexpressões, devemos relacioná-las com o contextos e às vezes fazer um questionamento adicional.
Também devem ser avaliados os sinais da emoção na voz, sua entonação, postura e outros indícios de base cognitiva.
A ferramenta TCC é maravilhosa na solução de problemas, porém só acontece se o individuo que procura, está disposto a fazer escolhas melhores. Digo escolhas por que a nossa vida é feita de escolhas.
Aqui me reservo o direito de dizer que a TCC, e outras técnicas e ferramentas que olham o homem de maneira HOLÍSITICA, ou seja, para além do homem, contribui para a melhora das pessoas.
Deixo uma frase para reflexão, encontrada no oráculo de Delfos: "Conhece a ti mesmo".
Você se conhece?
Um Momento de Motivação!
Por Sofia Bauer - Medica Psiquiatra / Hipnoterapeuta - CRM-MG 16742
Tem sempre um anjo querendo nos ajudar... E vc quer se ajudar agora ? Então que tal se dar um MOMENTO DE MOTIVAÇÃO ? Pense agora... o que vc gostaria que acontecesse nas próximas semanas e que pode depender só de vc para alcançar ? Qual seria esse desejo ? Emagrecer, começar um esporte, se sair bem nas provas da escola, obter uma promoção no trabalho, etc... Pense por um momento...qual seria seu desejo? Quem sabe seu anjinho vai estar, exatamente nesse instante, olhando por vc ?! Porisso capriche! pense nesse momento, tome um tempo ao fazê-lo , tenha calma. O que vc precisa mudar na sua vida, para que sua vida possa mudar? Pensou? ...então, o que vc precisa fazer para isso acontecer ? Porque não tem mágica, é só ação !!! Vamos pense, o que vc precisa mudar ?
A inteligência é flexível!
Por Rosana Braga
Quanto mais endurecido e inflexível, mais fácil de se quebrar diante de fortes impactos. Esta teoria – fisicamente constatável – não vale apenas para os objetos, mas, sobretudo e cada dia mais, para o comportamento humano.
Num mundo onde os produtos são perecíveis e os desejos são fugazes, a flexibilidade destaca-se como meio de sobrevivência. É a chave para a resiliência e também mote para o sucesso, tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Fácil assimilar quando entendemos que não dá para crescer na rigidez. O crescimento, por si só, é maleável, moldável e adaptável às novas medidas e aos novos formatos. Sendo assim, inteligente é quem aprende a metamorfosear.
É notório que no mundo corporativo, a busca é cada vez mais enfática por profissionais capazes não de aceitar as diferenças inerentes a uma equipe ou um departamento, mas – acima de tudo –de celebrar essas diferenças.
Já não basta evitar os conflitos. É preciso enxergar neles uma oportunidade de promover mudanças necessárias, evoluir e se tornar melhor justamente por causa do que lhe é adverso.
CAMPO TRANSFORMACIONAL
Por Éric Armstrong e Paula Briani
Este final de semana tivemos o prazer de passar 36 horas em curso com Beth Erickson e Paul Adler, em um tema realmente envolvente – O Campo Transformacional.
O que você imagina ser um campo transformacional?
Quando estávamos indo para o evento, eu me fiz várias e várias vezes esta pergunta... Quando a Beth começou a falar sobre como não pensar em algo linear, percebi que realmente teria que prestar muita atenção, pois acreditava que tudo seria muito complexo.
Como não pensar em algo linear ou como pensar de forma não linear?



